Capa do livro Trabalho dos Homens, de Paul Kivel
Livro de Paul Kivel · edição brasileira

Homens precisam interromper ciclos de violência.

A clássica obra de Paul Kivel chega ao Brasil em uma tradução inédita para engajar homens na prevenção da violência contra mulheres e meninas, e na construção de formas mais conscientes, responsáveis e saudáveis de ser homem.

Traduzido por Felipe Requião, com prefácio de Maria da Penha, comentários de Sueli Carneiro, Adriano Beiras e Milly Lacombe. Uma ferramenta prática para reflexão, responsabilização e transformação.

O problema

A violência não começa no ato extremo.

Ela começa no que ensinamos aos meninos e no que normalizamos nos homens.

Ela também aparece nos padrões culturais que ensinam homens a esconder suas emoções, a controlar suas relações, a rejeitar vulnerabilidade, a se afastar de tudo o que é considerado feminino e a confundir força com dominação.

No Brasil, essa realidade se traduz em números alarmantes e em uma cultura que ainda naturaliza o controle, o silêncio e a agressão, enquanto discursos de ódio e comunidades digitais reforçam ressentimentos masculinos e ampliam comportamentos extremistas.

Para entender esse processo, é preciso olhar para a masculinidade, para a Caixa dos Homens e para a forma como a socialização masculina se conecta à violência.

Sem o envolvimento dos homens, esse cenário não muda.

Violência contra mulheres e meninas
Modelos rígidos de masculinidade
Ressentimento e machosfera
Responsabilização dos homens
Por que este livro agora

Este livro chega ao Brasil em um momento decisivo.

A violência de gênero não é um desvio — é um padrão cultural que atravessa gerações.

No prefácio à edição brasileira, Maria da Penha reforça que o enfrentamento da violência exige mais do que punição.

Exige educação, transformação cultural e o envolvimento direto dos homens.

A Lei Maria da Penha já aponta esse caminho ao incluir grupos reflexivos como estratégia de prevenção da reincidência.

Este livro se insere exatamente nesse ponto: como ferramenta prática de transformação.

O ponto central

A violência é aprendida.

E, por isso, pode ser desaprendida.

A proposta do livro não é apenas explicar a violência, mas oferecer caminhos concretos para interromper os ciclos que a sustentam — começando pela forma como os homens são socializados.

Livro Trabalho dos Homens, de Paul Kivel
O livro

Um guia prático para homens que querem mudar.

Baseado em décadas de trabalho com homens no Oakland Men’s Project.

O livro Trabalho dos Homens: Como Interromper Ciclos de Violência, edição brasileira de Men’s Work, apresenta caminhos para que os homens reconheçam como foram socializados, compreendam o seu papel na reprodução de violências e construam novas formas de relação.

  • Reconhecer padrões de comportamentos violentos e preconceituosos.
  • Compreender como esses padrões afetam mulheres, homens, famílias e comunidades.
  • Transformar reflexão em práticas de cuidado, maturidade, responsabilidade e prevenção.
A chave do livro

A Caixa dos Homens.

Um conjunto de regras invisíveis que molda o que significa “ser homem”.

  • Não demonstrar fraqueza
  • Não chorar
  • Ser forte e dominante
  • Não pedir ajuda
  • Ter controle
  • Não parecer feminino

Essas regras não são naturais. São aprendidas — e mantidas através da cultura, da família, da escola e das relações entre homens.

Ao viver dentro dessa caixa, muitos homens perdem o contato com suas emoções, com o cuidado e com formas mais saudáveis de relação.

Esse distanciamento não afeta apenas os próprios homens — ele sustenta padrões de violência que atravessam famílias, organizações e toda a sociedade.

Reconhecer essa estrutura é o primeiro passo para interromper o ciclo.

Paul Kivel
Autor

Paul Kivel

Paul Kivel é uma das principais referências mundiais no trabalho com homens e prevenção da violência.

Educador, ativista e escritor estadunidense, dedicado à justiça social, seu trabalho se estende por mais de 50 anos em educação comunitária, parentalidade engajada, produção política e ativismo. Seu trabalho impactou milhares de homens ao redor do mundo.

Foi cofundador do Oakland Men’s Project e uma liderança no movimento de prevenção à violência, desenvolvendo recursos para o trabalho com homens no enfrentamento ao sexismo, ao racismo e à violência masculina.

Seu trabalho combina educação, responsabilização e transformação coletiva, oferecendo ferramentas práticas para homens que desejam interromper padrões aprendidos e construir relações mais justas.

Edição brasileira

Uma edição brasileira com rigor, responsabilidade e relevância para o contexto brasileiro.

A edição brasileira de Trabalho dos Homens foi traduzida por Felipe Requião e publicada pela Livrearte Editora em parceria com a Horagá.

Mais do que uma tradução, trata-se de uma adaptação cuidadosa para dialogar com os desafios sociais, culturais e estruturais do Brasil, especialmente no enfrentamento à violência contra mulheres e na construção de novas formas de masculinidades.

PrefácioMaria da Penha
Pós-fácioPaul Kivel
Comentários críticosSueli Carneiro, Milly Lacombe e Adriano Beiras
Apoio institucionalInstituto Maria da Penha e
Movimento Mulher 360

Destaque: uma publicação que conecta referência internacional com pensamento crítico brasileiro, fortalecendo o debate sobre masculinidades, responsabilidade e prevenção da violência.

O que dizem sobre o livro

Uma obra necessária para o nosso tempo.

“Ser homem é viver entre a ilusão do controle e a realidade da solidão.”
— Milly Lacombe

“Uma investigação poderosa que nos leva pelo único caminho possível: interromper a violência.”
— Sueli Carneiro

“Um trabalho que beneficia mulheres, homens e as próximas gerações.”
— Adriano Beiras

O projeto

Muito além de um livro, um ecossistema.

O lançamento integra o Projeto Trabalho dos Homens no Brasil, uma iniciativa para transformar conteúdo em prática em diferentes espaços da sociedade.

Não se trata apenas de leitura, mas de mudança cultural.

A proposta é engajar os homens, não mais apenas como espectadores ou opositores, mas como parte essencial da solução para a violência e a promoção da equidade.

Grupo de Homens
Grupo de Homens
Frentes de impacto

Da leitura para a transformação.

O projeto foi desenhado para circular em diferentes contextos, conectando conhecimento, prática aplicada e articulação institucional.

  • Empresas e ambientes organizacionais.
  • Poder público e políticas de prevenção e combate à violência.
  • Escolas, universidades e educação de jovens.
  • Espaços comunitários e grupos reflexivos de homens.
Evento de lançamento

São Paulo · 18 de junho de 2026

Lançamento oficial na Livraria da Vila, em São Paulo, com apresentação do projeto, mesa redonda sobre “Qual é o Trabalho dos Homens?” com especialistas, lideranças e convidados.

Data: 18 de junho de 2026

Horário: 18h

Local: Livraria da Vila
R. Fradique Coutinho, 915
Vila Madalena, São Paulo-SP

  • Apresentação do projeto.
  • Mesa redonda sobre “Qual é o trabalho dos homens?” para uma sociedade mais justa.
  • Participação de Adriano Beiras, Felipe Requião, Margareth Goldenberg e Regina Célia Barbosa.
  • Mensagens especiais de Maria da Penha e Paul Kivel.
  • Conteúdos exclusivos, debate, perguntas e networking.
Políticas públicas

O papel das instituições.

O enfrentamento da violência precisa ser estrutural.

O Estado tem papel central na construção de uma cultura de equidade. Isso inclui educação, formação continuada e programas de transformação para homens.

Não se trata apenas de reagir à violência — mas de atuar na sua prevenção, na base das relações sociais e culturais.

Caminho possível

Prevenção, educação e transformação.

  • Formação em gênero para servidores públicos
  • Grupos reflexivos para homens
  • Políticas de paternidade ativa
  • Campanhas de transformação cultural

A mudança em larga escala depende da articulação entre indivíduos, organizações e Estado.

Workshop
Para empresas

Essa conversa também acontece dentro das empresas.

Ignorar o papel dos homens na equidade é um risco cultural e também um risco de negócio.

Empresas que trabalham esse tema constroem ambientes mais seguros, colaborativos e eficazes.

Os padrões tradicionais de masculinidade atravessam a cultura organizacional: aparecem na liderança, na comunicação, nos conflitos, na segurança psicológica e nas relações de poder dentro das empresas.

A Horagá desenvolve palestras, workshops e processos de transformação cultural para empresas que querem trabalhar o papel dos homens na equidade de gênero e na construção de ambientes mais seguros, equânimes, responsáveis e inclusivos.

Felipe Requião
Responsável pelo projeto no Brasil

Felipe Requião

Felipe Requião é fundador da consultoria Horagá Diversidade e atua no engajamento de homens na promoção da equidade de gênero e na prevenção da violência contra meninas e mulheres, com experiência em ambientes corporativos e sociais.

Seu trabalho conecta reflexão crítica, formação prática e responsabilidade individual, buscando apoiar homens a compreenderem seu papel na transformação das desigualdades de gênero. É idealizador e tradutor da edição brasileira de Trabalho dos Homens (Men’s Work), de Paul Kivel, iniciativa que integra um projeto mais amplo de mobilização e educação voltado à construção de uma sociedade mais justa e não violenta.

Com trajetória anterior em empresas multinacionais, Felipe articula o diálogo entre o mundo corporativo e as agendas de equidade, diversidade e inclusão, promovendo espaços de conscientização, escuta e mudança de comportamento.

O machismo é aprendido.
A transformação também.

Comece por aqui

Leia Trabalho dos Homens.

Se queremos interromper os ciclos de violência, precisamos criar novos caminhos de consciência, responsabilidade e ação. Este livro é o começo.

Se queremos mudar esse cenário, precisamos começar agora.